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5 dicas para um consumo de pescado mais responsável

Atualizado: há 5 dias

Embora qualquer uso de recurso natural seja passível de impacto ambiental, a mudança de alguns hábitos e padrões de consumo podem reduzir esse dano significativamente. Cada vez mais está nas mãos dos indivíduos a responsabilidade pelas mudanças, através de suas escolhas de consumo.


Sabemos que falar o que uma pessoa deve ou não consumir é polêmico e complexo, mas podemos buscar orientações com base em diretrizes de consumo responsável. Seguem aqui algumas dicas para você que gosta de comer peixes, camarões, ostras e outros frutos do mar:


Como escolher um peixe mais sustentável?

1. NÃO CONSUMA ESPÉCIES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO


Essas são espécies que tiveram suas populações reduzidas drasticamente ao longo dos anos e se mantivermos suas capturas sem qualquer cuidado, podem deixar de existir.


Espécies como a Garoupa, o Mero, o Cação (nome dado a tubarões e raias), o Cherne, o Badejo, o Bodião, a Caranha, o Pargo e a Miraguaia estão ameaçadas de extinção (Portaria 445/14 - ICMBio).


Além da pesca intencional essas espécies também são ameaçadas pela pesca fantasma!

2 . CONHEÇA A ORIGEM DO PESCADO

Buscar informação da área de captura (se é uma Unidade de Conservação ou não, se tem vetores de contaminação como despejo de esgoto ou área portuária), e informações de quem pescou é o recomendado, mas sabemos que não é tão fácil.


Comprar diretamente dos pescadores é uma sugestão interessante (ainda mais se forem artesanais, beneficiando mais famílias dessas comunidades tradicionais), assim como optar por empresas que fornecem rastreabilidade dos produtos e/ou informações a respeito de quem os pescou.


3. PRIORIZE PESCADOS MAIS FRESCOS

Além de um melhor sabor, um pescado fresco também oferece menores riscos à saúde humana. Priorize pelos que somente estão resfriados por gelo e não congelados e verifique algumas características: superfície do corpo limpa, olhos transparentes e brilhantes, guelras avermelhadas, carne firme, sem forte odor, manchas, cortes e furos.


4. SE ATENTE AOS PERÍODOS DE PROIBIÇÃO DA CAPTURA E COMERCIALIZAÇÃO

Há diversas espécies de pescados no país que possuem períodos de proibição, chamados de defeso, com o intuito de proteger a desova, reprodução ou crescimento dos filhotes da espécie. Camarões, caranguejos, tainha, bagres e outras espécies possuem essas regras, concentradas <AQUI>.


5. PRIORIZE O CONSUMO DE ESPÉCIES DE PESCARIAS MAIS SELETIVAS

Sabemos que as pescarias de cerco/curral de peixes geralmente tendem a ser menos impactantes e mais eficientes que as pescarias de fundeio, assim como pescarias de caceio de camarão são menos impactantes que pescarias de arrasto e pescarias industriais de uma determinada espécie capturam em proporção muito maior que pescarias artesanais, também centralizando o lucro da atividade em menor quantidade de pessoas.

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Você também pode conferir nossa entrevista sobre pesca artesanal com o José Amorim, para o Submerso. Ficou realmente muito bom!


Entrevista à Vista! #02 - falando de pesca com José Amorim


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🖋Esse texto foi escrito em parceria com @olhaopeixee.


A Olha o Peixe contribui com o fortalecimento das comunidades pesqueiras artesanais do Paraná, através da comercialização dos seus pescados de forma mais justa, informativa e responsável. Dessa forma, promove um consumo mais consciente e aproxima as famílias da pesca artesanal de consumidores e estabelecimentos.

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