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Pellets de plástico

#Pellets estão entre os resíduos sólidos mais encontrados nas #praias. São #microplásticos na forma de pequenos grânulos arredondados de até 5 milímetros. São produzidos nesse formato para facilitar o transporte em containers e  sua transformação numa infinidade de objetos #plásticos pela indústria. Durante o transporte e manuseio, é comum ocorrerem perdas de pellets que são carregados pelas chuvas e rios para os #oceanos ou caem no #mar diretamente dos navios.

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Os pellets boiam e perduram por milhares de anos no meio ambiente, sendo facilmente transportados pelas correntes marinhas. E é aqui que está o grande problema! Podemos encontrar pellets em grandes quantidades nos oceanos, praias e até dentro do trato digestivo de muitos animais marinhos. Dentro de animais marinhos? Sim, pequenas bolinhas de plásticos boiando no meio do oceano podem facilmente ser confundidas com alimentos e ingeridas por engano. Plásticos nos oceanos também são grandes absorvedores de contaminantes químicos, tornando os pellets verdadeiros comprimidos tóxicos para a fauna marinha. ⠀⠀⠀

⠀⠀⠀ Nossa pesquisa mapeou a presença de pellets nas praias do litoral de São Paulo. Encontramos altíssimas quantidades de pellets nas praias próximas ao Porto de Santos (principal fonte de pellets na região), essa quantidade diminuiu em direção às praias mais distantes. Dentre as praias estudadas, apenas na praia de Cambury, a 170 km de distância do Porto de Santos, não encontramos pellets! Também pesquisamos se a presença de pellets no ambiente causa algum efeito tóxico na fauna marinha. Observamos que em altas quantidades, acima do observado no meio ambiente, pellets foram tóxicos para ouriços-do-mar e para copépodas (um micro crustáceo marinho). E você já viu algum pellet na praia?  Tem alguma dúvida sobre eles? ⠀⠀⠀

⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ✒ Escrito por @gabriel_izar. Gabriel Izar é Biólogo Marinho, mestre em Ciências e estuda os efeitos dos pellets plásticos no ambiente costeiro desde 2012, liderando a pesquisa sobre o assunto no Núcleo de Estudos em Poluição e Ecotoxicologia (NEPEA) da Universidade Estadual Paulista (UNESP) em São Vicente.

⠀⠀⠀ 📝 Resumo do artigo G.M. Izar, L.G. Morais, C.D.S. Pereira, A. Cesar, D.M.S. Abessa, R.A. Christofoletti. Quantitative analysis of pellets on beaches of the São Paulo coast and associated non-ingested ecotoxicological effects on marine organisms. Regional Studies in Marine Science, Volume 29,

2019, 100705, ISSN 2352-4855| Link

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