Image by Matt Hardy

Mudança de fase

Não, os #corais não andam. Eles são organismos fixos ao fundo marinho. Porém, um recife coberto por corais pétreos – que servem de base para a construção do recife - pode se tornar um #recife coberto por #algas ou outros organismos que não têm essa mesma função.


Esse fenômeno se chama “mudança de fase”, pode ter causas naturais ou de ações humanas e é uma das piores consequências da #degradação dos recifes.


Um recife rico e saudável precisa de complexidade no ambiente, isso significa muitos buracos e tocas para os #peixes, por exemplo. Essa complexidade é criada pela estrutura tridimensional das colônias de corais pétreos (como esses da segunda foto).


Quando o recife se torna recoberto por corais moles ou por algas, esse espaço tridimensional para a vida marinha se proliferar é perdido (terceira foto). Como consequência, os recifes perdem a capacidade de nos oferecer serviços importantes como #pesca, proteção do #litoral e #turismo.


Um estudo realizado por mim, Igor Cruz, junto a pesquisadores da #UFBA e da #USP, mostrou que os recifes brasileiros são altamente susceptíveis a esse fenômeno de mudança de fase, apresentando uma vulnerabilidade superior à dos recifes do #Caribe, considerados os mais degradados do mundo.


Isso significa que, ao contrário do que se supunha, ecossistemas que se desenvolvem próximos aos limites das condições exigidas para sua existência, como os recifes brasileiros que se desenvolvem próximos aos limites das condições de claridade da água, são mais susceptíveis a mudanças de fases e, portanto, mais vulneráveis.


Escrito por Igor Cruz


Igor cruz é biólogo (UFBA), Doutor em Ecologia e Evolução (UERJ) e professor de #Oceanografia Biológica da Universidade Federal da Bahia.




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