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Oceano para Leigos © 2016-2019.  Criado por Mariana Thévenin.

May 21

Universo Corporativo para um Oceanógrafo

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Edited: May 21

Neste dia tão especial para o profissional oceanógrafo resolvi esclarecer para estudantes, recém formados ou graduados ainda não inseridos no mercado de trabalho como funciona o mundo corporativo para um oceanógrafo.

Acabo me concentrando um pouco mais nas áreas ligadas à oceanografia física e geológica, de onde vem minha experiência, mas acredito também ser aplicado para as áreas de oceanografia química e biológica.

Neste artigo, tento responder algumas perguntas, como:

  • Como funciona o mercado de trabalho no universo da oceanografia?

  • Quais são os cargos que um oceanógrafo pode ocupar?

  • O que os gestores de empresas esperam de um profissional?

  • Quais as habilidades desejadas para determinados cargos como oceanógrafo?

 

 

Contextualização

O mercado de trabalho para os oceanógrafos atingiu o seu ápice entre os anos de 2010 e 2013, seguindo então um profundo declínio com a crise econômica vivenciada no ano de 2015. O ano de 2017 iniciou com boas perspectivas, com princípios de mudanças e investimentos em algumas áreas, resultado da singela melhora econômica que estamos acompanhando. Apenas a melhora na perspectiva de que a casa estava sendo ajeitada já disparou gatilhos em forma de investimentos.O bom ânimo de investidores, empresários e tomadores de decisão na esfera pública disparam licitações e oportunidades de trabalho em forma de projetos. Os trabalhos no mercado privado são compostos de projetos.

A não ser que o profissional trabalhe em uma empresa que fabrique produtos, como equipamentos oceanográficos, a maioria esmagadora dos trabalhos compreendem a prestação de serviço em forma de projetos. 

Qual o conceito de projetos?

Para conceituar, um projeto é uma atividade com um objetivo específico a ser realizado (chamado escopo), dentro de um prazo de tempo específico (pontual, 1 ano, 2 anos), contando com recursos financeiros pactuados no momento de fechar o negócio.  Resumidamente, tudo na vida são projetos, como uma viagem que se queira fazer, um TCC a ser entregue ou um emprego a se buscar. Tudo na vida que envolva algo que queiramos realizar, dentro de um período de tempo, utilizando recursos financeiros e demandando nosso tempo e esforço, é um projeto.

Dai já conseguimos ter uma noção de que empregos para oceanógrafos não são eternos. Eles existem à medida que tenham projetos para absorver os profissionais, pois a forma de obter recursos financeiros por uma empresa para manter o oceanógrafo é através de projetos.

Indo direto ao ponto, se não há projetos, não entra dinheiro na empresa. Se não entra dinheiro na empresa, não há contratação de oceanógrafos.

Áreas Onshore e Offshore

Tendo em mente que a nossa vida como oceanógrafo dependerá de projetos, vamos dividi-los em duas grandes áreas: a costeira (ou onshore) e a offshore. Não há uma delimitação objetiva e precisa no mercado de trabalho para determinar a partir de que ponto o projeto é considerado onshore ou offshore, como a quebra de uma plataforma continental. Tenho visto como convenção profundidades acima de 100 m já ser considerado um projeto offshore.

As atividades offshore envolvem geralmente maiores custos, complexidade logística e retorno financeiro. O valor dos projetos são significativamente maiores que aqueles costeiros, pois há necessidade de embarcações maiores, com vários tripulantes. Consequentemente, o período a bordo longe de terra também é longo. 

São projetos quase que exclusivos para subsidiar o mercado de óleo e gás, seja em seus estágios iniciais de prospecção de locais potenciais para exploração e produção, seja já nas atividades fins. Ainda, há importantes projetos de monitoramento ambiental em várias áreas de conhecimentos.

Certamente os monitoramentos ambientais não são desenvolvidos e contratados porque as empresas pensam no meio ambiente e querem o melhor para o mundo em que vivemos. Eles existem, única e exclusivamente, porque há uma legislação ambiental que obriga as empresas a executarem o monitoramento em cada etapa da atividade. Dependendo do ambiente em que uma empresa explora, a demanda por monitoramento é permanente.

Trabalho há 3 anos como coordenador de projetos pela empresa CB&I em contrato com a Petrobras de nome Oceanografia Operacional. No início misturei as atividades de gestão com execução de campo, indo a bordo para executar as tarefas, mas aos poucos fui focando mais na gestão. Este projeto é um exemplo clássico de uma atividade Offshore, embora tenham também algumas atividades costeiras. Ele baseia-se em uma rede de monitoramento oceanográfico e meteorológico, composto por ADCPs, correntômetros, ondógrafos, sensores meteorológicos que servem para apoiar as atividades offshore de exploração e produção de óleo e gás. É um projeto que existe há mais de 10 anos, que contam com mais de 60 unidades instrumentadas ao longo de todas as bacias de exploração e produção. Há literalmente centenas de equipamentos instalados neste projeto. 

Outros exemplos clássicos de projetos offshore podemos incluir o lançamento de fundeios instrumentados, as moorings lines, e levantamentos geofísicos e hidrográficos. Cada exemplo de projeto neste nível envolvem sofisticados equipamentos, alto grau de conhecimento técnico e operacional, e pesados softwares de processamento de dados.

Falando-se de projetos costeiros, eles baseiam-se no apoio as atividades portuárias, desde a fase de projeto de um porto até suas operações diárias, no apoio à atividade do mercado de óleo e gás em locais com campos de exploração e produção próximos à costa, como no nordeste e norte do Brasil. Por estar mais próximo à costa tende-se a ter mais facilidades operacionais e logísticas, não há necessidade de grandes embarcações, o que faz com que os valores de projetos sejam de porte reduzidos.

Por outros 3 anos, anteriores à aqueles que trabalhei no projeto de Oceanografia Operacional, executei a parte de campo e coordenei o projeto Shore Approach, também em contrato com a Petrobras. Este projeto consiste no monitoramento de perfis de praia e medição de ondas e perfis de corrente em diversos locais do Brasil onde a Petrobras precisa constantemente monitorar para presentes e futuros projetos, ou apenas exigência legal pelos órgãos ambientais. 

Foi o início da minha vida profissional como oceanógrafo no mercado de trabalho. Haviam pontos de medição em 7 estados no Brasil, de São Paulo até o Maranhão. A atividade consistia em fundear um ADCPs e ADCMs em profundidades de até 30 m e voltar depois de 2 meses para recuperar o equipamento, fazer o download dos dados, reprogramar o equipamento e fazer um novo fundeio. A cada campanha um relatório é gerado, onde envolve o processamento de dados, o trabalho em equipe, a parte burocrática da atividade.

Era maravilhoso nesta fase da vida não ter rotina. Nós levávamos quase 1 mês para percorrer todos estes locais. Esta foi a minha primeira experiência no mercado privado, o que me deixava encantado com todas as novidades no mundo corporativo.

Mundo Corporativo

Falando-se nos primeiros dias de empresa, quando entramos no ambiente corporativo recebemos uma alta carga de novas informações. Você chega na empresa, desde o momento da entrevista, e vê todos trabalhando, mapas e imagens de levantamentos batimétricos enfeitando as paredes, as pessoas bem arrumadas, um pouco diferente da vida acadêmica, onde temos como grande parte dos colegas de laboratório os amigos universitários.

Não sei se continua assim, mas eu tinha em meu guarda-roupas durante a faculdade meia dúzia de peças de roupas, bermudas, regatas, uma boa havaiana, e assim, estava devidamente vestido para um dia de trabalho. Quando não estava frio, é claro. Pente ou escova de cabelo eu nem tinha em casa.

Então você chega neste ambiente empresarial e vê tudo aquilo acontecendo e imagina que as pessoas são sinistras, pois falam a maior parte do tempo sério, estão bem vestidas, são chamadas para reuniões, precisam tomar decisões, cada um com o seu próprio celular corporativo.

Já de início, é distribuído à você uma série de documentos, instruções de trabalho, documentos sigilosos de contrato, você passa por treinamentos. Se você for trabalhar como executor de campo, a sua carga de treinamento é ainda maior. Logo vem o tópico de SMS, a chamado Segurança, Meio Ambiente e Saúde.

Aos poucos, você começa a ter o contato com as diferentes funções e profissionais, e passa a entender um pouco melhor como os cargos são distribuídos.

Cargos Para um Oceanógrafo

Entrando já no funcionamento de uma empresa, podemos falar um pouco dos possíveis cargos a serem ocupados por um oceanógrafo. Certamente no início da carreira profissional ninguém será um gerente. Aliás, isto é um dos males de nossa jovem geração.

Com pouco tempo de empresa ou experiência,

queremos ter um trabalho divertido, ganhar bem,

e ter uma promoção de cargo todo ano. Esta é uma

armadilha que a nossa geração

entra constantemente.

Voltando para os tais cargos a serem ocupados por um oceanógrafo recém contratado, vejo de forma genérica 4 possibilidades:

  • Survey (executor de campo)

  • Processamento de dados e emissão de documentos

  • Modelagem numérica

  • Geoprocessamento

 

Obviamente podem ter outros, mas estes são aqueles que pude acompanhar. O que estava próximo de mim. Basicamente são estes os cargos que um recém formado ocupa dentro de uma empresa. Mesmo que a pessoa tenha fortes habilidades, tendência para um perfil de gestor, lhe falta experiência. Malícias, vícios, jeitos para ler e lidar com pessoas, situações e emoções. 

O trabalho de campo em survey é de onde o produto a ser entregue é baseado, consiste na aplicação de técnicas de oceanografia operacional para a coleta de dados com qualidade. Fora da linha do survey e também com suma importância, haverá as atividades de escritório, geralmente compreendidas pelo trabalho com modelagem numérica, que grande parte do tempo utiliza-se dos dados coletados pela equipe de survey para a geração de resultados. Há também as atividades de análise de consistências de dados, com posterior processamento de dados hidrográficos, e geoprocessamento.

Os perfis profissionais de cada uma destas atividades são muito bem delimitados. Para o survey, ser uma pessoa disposta a aventuras, sem apego à criação de uma vida rotineira, e fortes habilidades manuais com ferramentas, perfazem seu perfil.

Nas linhas de trabalho de escritório, o apego à uma vida mais rotineira e cômoda, paciência para o trabalho em ambiente fechado e habilidades com softwares e computadores, balizam os perfis de quem assume cargos de escritório.

Pausa para uma reflexão

Abro um parênteses aqui para citar duas verdades sobre o mercado de trabalho, principalmente o oceanográfico:

  • Salários não são definidos pela empresa em questão, mas sim pelo mercado. É o mercado de trabalho quem dita quanto um profissional irá receber. E esta verdade se aplica principalmente para aquelas atividades que dependam de licitação pública, muitas vezes de menor preço. Podem haver variações no valor de salário entre uma empresa e outra, mas quando observa-se os adicionais e benefícios, os salários se equiparam. Para cada atividade específica, costuma-se adotar uma faixa salarial. Isto ocorre pelo fato já mencionado das licitações serem de menor preço. As empresas batalham por um sangrento jogo de redução de preços para conquistar projetos. Obviamente, os custos operacionais e logísticos são semelhantes, com variações que dependem de alguns fatores como a rede de contatos, como aquela embarcação por um preço camarada; a localização do escritório e equipe de campo, como as vantagens de se estar no Rio no trabalho do setor de óleo e gás; peso burocrático da empresa, o quão otimizado é o processo de trabalho, aprovações. Tirando estes pontos, os preços para execução de um trabalho tendem a seguir um padrão, inclusive com relação aos salários dos executores de atividades. 

 

  • Outra verdade a ser dita, é que os profissionais recebem para realizar um mínimo à que foi atribuído. O que é feito a mais por proatividade, é o que destaca a pessoa para o futuro crescimento profissional. O que mostra o grau de comprometimento com a função, com o projeto, com os seus lideres diretos, com a empresa. Os seus méritos pela proatividade não devem ser lançados ao vento em uma conversa com seus lideres diretos buscando uma troca, pois o seu gestor tem plena consciência que as ações feitas além do mínimo solicitado, trazem mais vantagens à você. Acima de tudo, o que é seu está muito bem guardado para um momento futuro, quando houver uma combinação de perfil profissional adequado, evoluída maturidade e oportunidade (timming).

 

 

Cargos de Confiança

Voltando para os cargos possíveis para um oceanógrafo, ao avançar em sua carreira, o profissional começa a ficar apto à assumir cargos de confiança. Qualquer um partirá das funções descritas acima.

Cargos de confiança e gestão são aqueles que envolvem maiores responsabilidades sobre projetos, contatos com grandes gestores, poder de decisão, e claro, maiores salários. São os cargos que subentendem uma maior estabilidade, com menos chances de mudanças de empresa por uma quantia a mais oferecida pela concorrência, justamente pelo anunciado caminho de crescimento profissional.

Dentro dos cargos de confiança, um profissional pode ir basicamente para 3 caminhos diferentes, mas ainda ligados a oceanografia:

  • Liderança de setor

  • Gerente de projetos

  • Desenvolvimento de negócios ou setor comercial

 

Cada um deles tem os seus respectivos papeis e graus de relevância no ambiente empresarial e na condução do negócio. Para trabalhar neles, é preciso ter algumas habilidades extra curriculares, não ensinadas em nenhum curso de graduação, muito menos em nossa formação escolar (deixe um comentário no final dizendo se vc tem interesse em saber quais são....). 

São atributos básicos, que costumamos ouvir falar ou ler por ai, mas que poucas pessoas incorporam nestas poucas ocasiões em que se deparam com o assunto. Quase todos iniciam um primeiro contato com estes atributos quando recém entram no mercado de trabalho. A partir dai, observam os mais experientes agirem e, iniciam uma busca pessoal pela conquista destes atributos. 

Todos acabam buscando estes atributos porque eles tratam não só de sucesso profissional, mas também do sucesso na vida pessoal. Assim como não conseguimos desligar uma chave, separando sentimentos e emoções entre as vidas pessoal e profissional, podemos também levar os aspectos construtivos e positivos da vida profissional para a pessoal.

Neste ponto, conseguimos identificar claramente

que as habilidades desenvolvidas no âmbito profissional

influenciam e podem ser absorvidas pelo âmbito pessoal,

e vice-versa.

 

O líder de setor

O cargo de liderança de setor abrange o controle de equipe, equipamentos e conhecimento técnico de uma empresa. A responsabilidade em administrar a equipe, controlar os equipamentos e manter atualizado o conhecimento das atividades é papel do líder de setor. Dentro do ambiente empresarial, o setor é subcontratado pelas equipes de projetos, que detém o potencial de entrada de dinheiro.

O líder de setor tem como característica um alto domínio de técnica e conhecimento específico em equipamentos, softwares, modelos, tendências. Geralmente é algum profissional que já trabalhou muito na parte executiva dos projetos. Possui alto poder de controle e organização. Sabe lidar com pessoas.

O Gerente de Projetos

Falando-se em equipe de projetos, o gerente é aquele profissional responsável por manter o barco rumando de forma sadia para o destino final, mesmo que os ventos não estejam favoráveis, ou que alguma peça chave do barco esteja quebrada. É papel dele administrar os recursos financeiros, subcontratando o setor interno (através do líder de setor), para se atingir o objetivo final. Ele é responsável por manter o cliente satisfeito, alinhando em todos os momentos as suas expectativas.

Nesta posição o profissional faz a linha de frente com o cliente, participa de reuniões, e acaba conhecendo grandes cabeças do universo corporativo. O gerente de projetos é responsável por gerenciar riscos, escopo, tempo, aquisições, pessoas e tudo o que tiver que ser utilizado para o atendimento ao escopo do projeto. Geralmente o gerente de projetos é apoiado por um profissional de controle e/ou coordenador de projetos.

O gerente de projetos é um profissional que demanda acima de tudo, muita resiliência. É este profissional que estará olhando para planilhas financeiras, absorvendo o humor do cliente, verificando constantemente os pontos a serem ajustados para otimizar o trabalho. O objetivo final é entregar um trabalho com qualidade e baixo custo. Além do atributo da resiliência precisa também de um alto poder de organização e controle, objetividade para lidar com o que é importante.

Na minha vida profissional, exerci a função de coordenador de projetos em 2 grandes projetos. É o papel braço direito do gerente de projetos, sendo a pessoa que fica responsável em sua ausência. Acima de tudo, é um período de preparo e aprendizado para atingir o cargo de gerente de projetos. 

O Setor Comercial

Outro caminho ocupando cargos de confiança se situa no desenvolvimento de negócios e vendas. Esta função é responsável por trazer novos projetos para a empresa. O dia-a-dia deste profissional é verificar novas licitações, visitar empresas e gestores, fazer contatos e trabalhar estrategicamente na elaboração de preços. Este profissional é apoiado pelo líder de setor e gerentes/coordenadores de projetos, que freqüentemente o auxiliam no levantamento de preços e estabelecimento de procedimentos técnicos a serem utilizados na demanda. 

Este profissional além de saber lidar com planilhas e números, precisa ter uma boa habilidade verbal, ser carismático, realmente gostar de conversar. Este profissional deve manter ótimas relações e ser sempre lembrado pelos contratantes do mercado.

Dizem que empresas não fazem negócios com

empresas, mas sim, pessoas fazem negócios

com pessoas.

 

 

 

Considerações Finais

Bom, estes foram algumas informações que sinto serem escassas em nosso ambiente de formação profissional. Há muito ainda o que se falar e compartilhar com que almeja se inserir no mercado de trabalho e tem gosto pelo universo corporativo. Algumas perguntas que vejo como importantes curiosidades para um oceanógrafo recém-formado se posicionar no mercado de trabalho são:

  • Quais habilidade desenvolver para ter um crescimento profissional expressivo?

  • Como devo preparar meu currículo?

  • O que os responsáveis por contratações gostam de ver?

  • Como funciona a escalada para um cargo de confiança?

  • Mesmo que não queiram ter cargos de confiança, como ser bem visto em suas funções?

  • Quais as habilidades básicas são necessárias?

  • Porque se preocupar com todos estes pontos?

  • Quem são as pessoas e empresas contratantes no Brasil?

 

Finalizo este texto com uma reflexão sobre capacidade e ocasião:

"A alavancagem de sucesso se dá quando são unidos a capacidade pessoal com uma determinada ocasião. A ocasião pode ser buscada ou ela apenas acontece, num mero acaso. Alguns procuram acreditar que não é um mero acaso, mas sim uma conspiração universal. Crenças a parte, a ocasião é uma questão incerta.

Já a capacidade é algo que se cria, se constrói de pouco em pouco." Abraço,

Diego Bitencourt

 

Esse texto, de autoria do oceanógrafo Diego Bitencourt, foi originalmente publicado em https://www.linkedin.com/pulse/universo-corporativo-para-um-ocean%C3%B3grafo-diego-bitencourt/

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